terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Engenharia... de férias!

Blog voltando a ativa pessoal. Por pelo menos algum tempinho.
Pra quem não sabe ainda, entrei no curso de engenharia elétrica na UTFPR. Acabei de finalizar o primeiro período, e agora nas férias pretendo dar um up aqui no blog.
Mas tem uma mudança: agora passarei a ensinar em C. O motvo desta mudança é que no meu curso tivemos a matéria de computação, que foi em C, e pra me ajudar na adaptação à nova lingua resolvi passar a programar em C tbm para microcontroladores. Então a partir de agora estarei usando o mikroC. Vocês verão que pouca coisa irá mudar, e torço pra que se adaptem tão rápido quanto eu pude.

Em breve teremos mais coisas galera!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Dicas para reforçar a segurança em seu condomínio

Galera, a publicação de hoje foi gentilmente feita pelo Franklin Figueiredo da Ser-Tel segurança. Espero que seja útil a vocês, afinal, a eletrônica também está a serviço da segurança.  

 

Dicas para reforçar a segurança em seu condomínio

Nos dias de hoje, a segurança em prédios e condomínios deve ser cada vez mais eficiente e a tecnologia dos aparelhos de segurança se torna cada vez mais útil nas residências. A violência vem aumentando progressivamente no Brasil e todo o cuidado é pouco. Dicas de segurança
1-      Iluminação
As entradas do condomínio devem ser muito bem iluminadas, evitando que haja algum ponto cego para o porteiro ou seguranças.

2-      Kit CFTV
Instale câmeras de segurança internas, em corredores e elevadores. E externas para ter uma visão ampla do terreno e da rua.

3-      Cadastro dos moradores
Para ter o melhor controle de quem entra e sai do seu condomínio, fazer o cadastro dos moradores, como placa e cor de carro e dados pessoais, juntamente com um software de controle de acesso, ajudará muito no controle de segurança. Ele possibilitará um controle total da movimentação do edifício.

4-      Treinamento
Realize um treinamento eficiente de segurança e procedimentos com os seus funcionários periodicamente. Isso será importante para ter uma boa segurança e seu estabelecimento ou condomínio.

5-      Alarme
Instalando um alarme silencioso, que funcione através da ativação de um botão de pânico silencioso e um alarme comum para portas e portões. O botão de pânico irá acionar a empresa de segurança que há uma invasão.

6-      Sensores de proteção perimetral
A proteção perimetral acionará um alarme avisando que alguém tentou pular o portão ou o muro. Trazendo uma maior tranquilidade a todos.


7-      Passa Volumes
O ideal para receber entregas é ter um passa volumes, que evita o contato físico entre o porteiro e o entregador.

8-      Clausuras
As clausuras são um intervalo de espaço entre dois portões. Quando o visitante entra, o primeiro portão se tranca enquanto a entrada da pessoa é liberada, assim, o segundo portão se abre. Evitando que alguém não autorizado entre em seu estabelecimento.


Agência Trii
Franklin Figueiredo
Marketing Digital
(21) 3311-5030

terça-feira, 19 de maio de 2015

Driver para LED de potência

Eu amo LEDs. Acho que nenhum outro componente me fascina mais que os LEDs.
Mas eu só havia mexido com os comuns, pois na minha cidade eu nunca encontrava outras opções. Porém, um dia, enquanto eu comprava outros componentes, ví um homem ao lado comprando um LED de 1W. Era o que eu queria! Voltei lá outra hora e pedi um branco. Chegando em casa fui ver como ligar ele, e aqui começa o foco desta postagem.

Tensão constante vs. Corrente constante


Assim como os diodos LASER, os LEDs de alta potência possuem uma resistência interna baixa (um de 1W tem cerca de 10 ohms). Se ligados em uma bateria, eles drenarão quanta corrente eles puderem, e isso certamente levará eles à queima. Assim como nos outros LEDs, podemos colocar um resistor em série e ligá-los à uma fonte de tensão constante. Circuito mais simplista e barato, porém ineficiente. Duas coisas: se falamos de LEDs, temos que falar em eficiência. Usar um LED em um circuito que desperdice muita energia chega a ser absurdo. Um resistor sem dúvida não é a saída mais eficiente. Outra coisa é que se a tensão variar, pela lei de ohm a corrente também irá (uma vez que a resistência é fixa). Se ela variar pra menos, teremos apenas uma redução do brilho, mas se variar para mais, além de mais brilho teremos mais calor e consequentemente menor vida útil. Então a melhor saída é fazer como fizemos a alguns posts atrás com os LASERs: usar corrente constante. Não importa a tensão que você irá por no circuito, o LED sempre receberá a corrente necessária. O resto será dissipado em um transístor/MOSFET, o que é muito melhor, afinal é mais fácil por um dissipador em um deles do que conseguir um enorme resistor.

O circuito 


O circuito mais simples que achei e que mais me agradou foi a fonte de corrente constante. O circuito com minhas modificações é esse:

1R + 1R = 2R, não? 
Como eu disse, o circuito é simples. 
Começando pela alimentação, ela pode ir da tensão do LED + 1,5V pra assegurar um correto acionamento dos transístores até a tensão máxima do MOSFET. Mas aqui entra um ponto: ele estará trabalhando na região linear de funcionamento dele, então estará dissipando bastante energia, logo, quanto menor a tensão, menos calor produzido. 
Qualquer MOSFET tipo N servirá aqui, mas quanto menor o RdsOn dele, melhor, pois interferirá menos nos cálculos e produzirá menos calor. Escolhi o IRF3205 por ser barato, aguentar uma corrente de até 110A e pelo baixo RdsOn dele. 
R1 apenas limita a tensão em Q2, que funciona como um referencial de tensão, onde usamos a queda de tensão na junção (apróx. 0,7V) para calcular a corrente e mantê-la constante.
JP1 serve como um header para ligar um controle, onde quando EN estiver em nível alto, acenderá o LED.
Por fim, R2 e R3 são os responsáveis por ajustar a corrente no LED. Os motivos de eu usar dois de 1R ao invés de um de 2R são dois: reduzir a dissipação de calor e aproveitar mais os resistores, uma vez que aqui eles são vendidos apenas em dezenas.

Agora vem a parte matemática da coisa.
Um LED de 1W aceita em média um corrente de 320mA. Usarei esta corrente para os cálculos, mas  o circuito atende tranquilamente LEDs de outras potências. (considere Ra como R1+R2).
Considerando o BC547 que tem uma tensão de queda (Vce) de 0,7V (olhe no datasheet se for usar outro como o BC337).

iLED = (Vce) / (Ra+RdsOn)

iLED: corrente no LED;
Vce: tensão de queda na junção do transístor;
Ra: resistência do resistor de ajuste;
RdsOn: resistência interna do MOSFET quando ligado.

É isso. Achavam que fosse pior, não? Mas não acabou. Precisamos dimensionar a potência do resistor de ajuste. Para isso, usaremos a lei de ohm:

P = iLED² . Ra para o resistor e;
P = (Vcc - VLED)² . i para o MOSFET.

Alimento os meus dois circuitos com 5V e para ambos achei conveniente por dissipador nos MOSFETs, pois eles aqueceram. Em um circuito usei o IRF3205 e no outro o IRF640N. 

Essa foi a placa que usei. Dimensões em mm.

E segue as fotos dos meus dois circuitos montados. Perceba que em um deles dispensei o header de controle JP1.

Circuito usando o IRF640N

Circuito mais completo, com o IRF3205 e instalado em uma caixa.

LED azul, sem a lente.

Os dois funcionando.


Como vocês observaram, comprei o LED em sí, sem a placa "estrela" como você acha no ML. Achei melhor assim pois além de reduzir uma interface térmica sairia bem mais barato (não pagaria frete).
Se optar por fazer assim, sem usar a MCPCB, certifique-se de ter um bom dissipador (um dissipador de uns 4cm x 4cm com boas aletas) e uma boa pasta térmica. Passe uma camada bem fina no LED (parte chamada de slug, parte metálica circular na parte inferior do LED que é por onde o calor será emitido), posicione ele no centro do dissipador e cole-o firmemente. Pode ser que você precise levantar os terminais para que eles não toquem no dissipador. Recomendo usar tubos termo retráteis nos terminais para finalizar a soldagem. 

Pela internet existem vários outros circuitos, que usam diodo zener, divisor de tensão entre outros. Optei por esse por ter uma tensão de referência pequena, o que possibilita os resistores de ajuste de dissiparem menos potência. Veja que se você usasse o LM317, a tensão de referência é de 1,25V, o que exigiria um resistor de 3,9R, que dissiparia mais potência fora o desperdício do próprio LM317.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Combo para casemod (refrigeração + iluminação)

 E aqui estou de volta meu povo!
 Visando a faculdade ou curso técnico que pretendo começar, um computador com Windows® seria indispensável (meu PC usa Ubuntu). Fazendo um teste com um HD de notebook de uma amiga, que tinha o Windows® instalado, ví que ele fazia minha GPU e minha CPU aquecerem mais que no Linux. Como meu gabinete não suporta um cooler maior, tive que apelar para a compra de outro gabinete, o V4 da Thermaltake®, e para cooler, o Hyper T4 da Cooler Master®. Surgiu o projeto X4.
 Para auxiliar a refrigeração, acabei optando por instalar dois coolers auxiliares, um na lateral e um na parte superior. Mas havia um problema: minha-placa mãe possui apenas um conector com suporte PWM e um comum (3 pinos). O V4 já vem com um cooler, então teoricamente não há onde mais ligar os outros dois coolers. Só ligar na alimentação com um adaptador seria uma opção, mas ambos (o lateral e o superior) possuem suporte PWM e eu não me conformei em desperdiçar um recurso tão valioso, afinal, PWM ativo significa menos barulho no PC. Pensado nessa questão surgiu o primeiro circuito desse post: um distribuidor de sinal PWM.

Distribuidor de sinal PWM

 Conectado ao conector do cooler do processador, esse circuito é responsável por devolver o sinal de RPM do cooler do processador ao sistema (até porque algumas placas-mãe não funcionam se não tiverem esse sinal como forma de proteger a CPU em caso de pane do seu cooler) e distribuir o sinal PWM da placa-mãe para mais 5 coolers sem sobrecarregá-la.



 Esse circuito é alimentado pelo tradicional conector MOLEX® de 4 pinos, ainda presente nas fontes, usado para alimentar os dispositivos IDE. A linha de 12V alimenta apenas os coolers, inclusive o da CPU. A linha de 5V alimenta todo o coração do circuito.
 Os encarregados de fazerem a amplificação do sinal PWM vindo da placa-mãe são T1 e T3. O LED1 indica apenas se o circuito está ligado ou não.



 A placa é bem simples e não é tão grande. Veja que deve ser respeitada a indicação das conexões. O cooler do processador obrigatoriamente deverá ser ligado no conector marcado, pois apenas dele é que será enviado o sinal da RPM para a placa-mãe. Atenção deve ser dada ao desenho das trilhas: devem ser respeitadas as dimensões e o desenho sem ângulos retos, uma vez que passarão correntes moderadas e o circuito tratará um sinal de alta frequência (25KHz). O circuito é bem simples, não há muito o que explicar, e é extremamente útil.
 Para fixá-lo no gabinete, colei a placa em uma base de plástico ligeiramente maior que ela com cola quente e depois usei fita dupla face para prendê-lo no lugar. A ligação do circuito à placa-mãe foi feita através de um cabo fêmea-fêmea que eu mesmo montei e um conector macho na placa.
 Caso não ache os conectores KK como o usado na placa mãe, use a velha barra de pinos. Serve perfeitamente. Achei os KK, mas tive que cortar o excesso da trava de cada um.







E assim ficou o meu. Perceba que substituí o LED de 3mm por um SMD, sendo que fiz um furo na PCB pra passar a lente dele e soldei ele virado para cima. Se quiser, R1, R2 e R3 podem também serem subtituídos por resistores SMD.





Fade on & Fade out

 Meu novo gabinete possui uma pequena janela de acrílico na lateral, em cima do "pequeno" cooler novo. Achei que seria legal uma iluminação para destacá-lo, mas não me contentaria em apenas por uma fita de LEDs alí. Quis um efeito diferente e me veio a ideia de um fader. É bem isso mesmo: esse próximo circuito cria um efeito de fade ao ligar e ao desligar.


 Esse circuito foi feito para alimentar uma fita com 18 LEDs.  
 R1 e C2 são responsáveis pelo fade in (quando o PC ligar), e R2 por descarregar C2 ao desligar. É recomendável que a razão de R1 para R2 seja de cerca de 7 vezes, mas 10 vezes deu certo para mim.  Cuidado apenas para não deixar R2 muito elevado fazendo com que os LEDs não atinjam o brilho máximo. C2 também pode ser alterado.
 C1 e D1 são responsáveis pelo fade out, e o tempo deverá ser determinado pela fórmula C=I.t/V, sendo que aqui você saberá o tempo que a fita ficará com brilho máximo. Este capacitor pode ser omitido junto com D1 caso não queira este efeito. 
 Lembrete: na fórmula, C deverá estar em farads (ou multiplique o valor em microfarads por 10 elevado a -6), I em ampères, t em segundos e V em volts.
 O transístor usado foi o BD135. Calcule a corrente que será consumida pela sua fita de LEDs e altere-o se necessário, e se passar de 800mA, lembre-se de trocar D1.


 Placa pequena e simples. Se C1 for muito grande, ele pode ser ligado à placa por fios bem isolados, e se seu valor for muito alto pode-se fazer associações em paralelo, que resultará na soma de todos os valores.  
 Para prender na tampa lateral do gabinte (achei mais conveniente alí), coloquei todo o circuito dentro de uma diminuta caixa plástica (tive que instalar o capacitor fora da placa e deitado para caber na caixa) e fixei ela com fita dupla face. A fita de LED já é auto-adesiva.

 Infelizmente pensei em fazer esse post após já instalar este circuito no gabinete, então não tive como trazer foto dele, mas rolou um vídeo do efeito dos LEDs (:


 Para baixar os esquemas e as placas, clique aqui.
E para os preguiçosos, eu estarei fabricando os circuitos (apenas os circuitos, sem a caixa).  Interessados só entrar em contato através do e-mail stephen_web@hotmail.com.
 E é isso pessoal. Se montarem algo por favor mandem fotos ou vídeos. 
  Até a próxima.